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Inverno Quente

Inverno Quente

23
Abr19

É melhor deixar os filhos no infantário vs. deixar com os avós

invernoquente

Quando temos filhos pequenos, há sempre um grande dilema: com que idade devem ir para o infantário? Quão cedo é cedo demais? A maioria das pessoas concorda em pôr os filhos no infantário pelo menos um ano antes de irem para primária. Mas antes disso o que é melhor: deixar os filhos no infantário ou ao cuidado dos avós?

 

Nem todas as famílias têm o privilégio de ter os avós por perto. Eu nunca conheci dois dos meus avós, e quando era pequena ninguém podia ficar comigo. Entre muita ginástica dos meus pais depois de terminada a licença de maternidade/paternidade, fui para o infantário com apenas 1 ano. Na altura ainda não eram comuns os “berçários” - algo que complicou bastante a vida dos meus pais nesse ano. No caso dos meus filhos, os avós ainda trabalham e essa hipótese também não existe. Mas quem tem esse privilégio, tem sempre essa tentação.

 

Afinal de contas, que coisa é essa de deixar os filhos entregues a desconhecidos? Não estarão melhor em casa, rodeados de avós que os cuidam como filhos? A resposta é: talvez não. As crianças precisam de conviver umas com as outras, porque é isso que estimula um período de descoberta e o desenvolvimento da fala. Em casa estão sempre a falar com as mesmas pessoas, expostas aos mesmos sons.

 

Posso dar-vos um exemplo. O filho da minha prima, com 3 anos, sempre ficou em casa dos avós. Nem sequer são o tipo de avós que o sentam em frente à televisão. Vai com os avós passear, vão até ao supermercado e, ao fim do dia, ainda convive com dois primitos que têm quase a mesma idade. É uma criança expressiva, que gosta de imitar os adultos que o rodeiam. Não parece ter dificuldades em falar. Pois bem, o pediatra diz que tem menos vocabulário do que as outras crianças da mesma idade. A solução? Ir para o infantário, brincar e palrar com outras pestes da mesma idade.

 

Ir para o infantário não é uma traição aos avós! Acho muito importante que os meus filhos convivam com os avós - ao fim de semana, às vezes ao fim do dia quando não posso ir buscá-los e que façam programas juntos. Aliás, até agradeço, porque isso deixa-me com “tempo livre”. Mas as crianças precisam de conviver e brincar, sobretudo brincar, com outros miúdos.

 

29
Mar19

Qual é o papel do pai nos primeiros meses de vida do bebé?

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Quase todos os blogs sobre bebés, crianças e parentalidade são blogs de maternidade. Continuamos a ter a achar que pessoa mais importante para o bebé nos primeiros meses de vida é a mãe. Claro que o período da gravidez faz com que a experiência para as mães sejam muito intensa, e o parto, a amamentação e os primeiros meses de vida parecem uma continuação desses nove meses. Mas o papel do pai também é importante - vamos falar da paternidade a sério?

 

Em primeiro lugar, lembre-se que nos dias pós-parto a mãe também precisa de descansar. Mas em vez de chamarem os avós, as tias e as amigas da mãe para ajudar e conhecer o bebé, passem a primeira semana em família. Em Portugal os pais também têm direito a uma licença de paternidade de 15 dias e esses primeiros momentos em família são preciosos. Se acabou de ser pai, encarregue-se das coisas do dia-a-dia, como ir ao supermercado, pagar as contas e limpar a casa.

 

Em segundo lugar, não ter estado grávido não o torna um inválido no que diz respeito aos bebés. Os pais podem dar banho, ajudar a dar de comer (no caso dos bebés que não estão a ser amamentados), mudar a fralda, trocar os lençóis, limpar as roupinhas ou adormecer o bebé. Tirando amamentar, os pais podem fazer tudo o que bebé precisa! Talvez não saiba isto, mas os bebés são capazes de reconhecer a voz dos pais e criam um vínculo profundo com os progenitores durante os primeiros meses de vida.


Por último, procure referências e blogs positivos sobre paternidade. Um dos blogs que mais fala da paternidade abertamente é o 3 em Linha, escrito por um pai assumidamente “babado” e que faz questão de estar presente na educação dos seus 3 filhos. Ser um pai presente devia ser uma prioridade! Não tenha vergonha de ir a uma casa de banho público trocar a fralda dos seus filhos - vergonha é pensar que isso é só obrigação das mães.

11
Jan19

Somos todos normais, até termos filhos

invernoquente

Ter filhos é uma das maiores aventuras que podemos ter sem sair de casa - quer dizer, depois de uma paragem rápida pelo hospital. Adormecer um bebé de alguns meses? Mudar fraldas em menos de meio minuto? Escapar aos jactos de vómito? Meus senhores, ser mãe de um bebé devia ser equiparado a um desporto radical. E quando chegamos à adolescência, digamos que é uma aventura maior do que atravessar a muralha da China descalço.

 

Antes de ser mãe, eu era uma pessoa normal. Juro. Contava o tempo em anos e só dava conta do início e das pausas do ano lectivo porque os autocarros mudam consoante a época escolar. Agora, olhem para mim a contar o tempo em meses, a falar de bebés de 27 meses (2 anos e 3 meses, prontos para deixar a fralda!) e a escolher cadernos para a escola primária. Quando sonho acordada, não penso em férias em Bali mas sim no que vou responder quando a minha filha me perguntar de onde vêm os bebés. Lá está... somos todos normais, até termos filhos.

 

Perguntas difíceis, estas. Cada dia há uma nova. Mas sinto que há muitas mães que deixam esta parte da vida delas tomar conta de tudo resto. A partir do momento em que são mães, é tudo o que são. Eu não penso assim. Acho que devemos (e merecemos) ter uma vida separada da dos nossos filhos. Isto porque os filhos, pensando bem, não são nossos. Um dia vão fazer a sua vida, tomar as suas decisões, viver em sítios completamente diferentes e seguir o seu caminho.

 

Os nossos filhos nunca nos vão agradecer termos parado a nossa vida por eles. Os nossos filhos vão aprender connosco a ter uma vida preenchida. A balançar a família e o trabalho, a serem pessoas honestas e que seguem as suas convicções. Sei que parece difícil de acreditar agora que são pequenos, mas aos 18 anos vão sair de casa para ir para Universidade e nós vamos continuar aqui. Precisamos de construir o nosso caminho e eles o deles, porque os filhos não são o espelho de nós.

 

08
Nov18

Aventuras da Maternidade & Felinos Carentes

invernoquente

Quer ser mãe é uma aventura já toda a gente sabe. Mesmo quem não é mãe. Mas não deixa de ser interessante ler as peripécias pelas quais cada uma de nós passa durante a gravidez… e depois dela. O blog As Aventuras desta Mãe, da futura mãe da Matilde, foi um dos últimos que descobri.

 

Mas aqui tenho que vos contar uma curiosidade: não a descobri graças a um post sobre maternidade. Foi um post sobre a Mel, a gata residente, que se esconde na alcofa da Matilde que me despertou a atenção. Agora que chegou o tempo frio, os gatos aproximam-se mais de nós e escolhem os sítios mais fofos, mais felpudos e mais quentinhos da casa. Já estou habituada a que a minha gata se esconda debaixo dos lençóis… mas no berço da miúda?

 

A parte boa: ninguém é alérgico aqui em casa, portanto felizmente ela também não é. A parte má: sempre que levo a minha filha ao centro de saúde, toda a gente pensa que sou uma péssima mãe que anda com o ovo cheio de pêlos e com as mantas cheias de pêlo de há anos. Errado! Experimentem ter uma gata carente e com uma capacidade extraordinária para calcular o salto certo e depois voltem aqui ao blog.

 

Ser mãe é uma aventura, claro, e é uma aventura que deve ser vivida em família. É muito frequente encontrar blogs de maternidade em que nunca se fala do parceiro ou parceira da grávida, mas este não é o caso. Mas a gravidez não é isso; não é de todo um momento para “eu, eu, eu”. São 9 meses essenciais para preparar a chegada de alguém novo à família e isso é um processo que deve ser vivido em pleno e em conjunto.

 

Depois da gravidez… vêm aquelas coisas inexplicáveis, como passar a medir a idade em meses. O bebé tem 29 meses… e a gata tem 53. Sabem quanto é isso em anos? Pois, talvez não. Ainda não têm essa habilidade mágica que é exclusiva das mães!

 

28
Out18

Não nascemos para ser mães, nascemos para ser felizes

invernoquente

Nem todas as mães são iguais. Umas são mais protetoras, outras mais relaxadas. Para algumas pessoas, ser mãe é cumprir um sonho de toda a vida. Para outras, apenas algo que aconteceu. Será que a maternidade é a experiência cor-de-rosa de que sempre nos falaram?

 

Comecemos pela gravidez, o “estado de graça”. Muitas mães descrevem a gravidez como a altura em que começam a desenvolver uma relação com o seu bebé e a imaginar como será este futuro ser humano. Mas a gravidez também vem carregada de desafios - lidar com o aumento de peso, as dificuldades em conseguir dormir e os problemas como a diabetes ou a hipertensão. O famoso “brilho” da gravidez, para mim, não passou de um mito.

 

Sobre o parto, também ainda há outros tantos mitos. Parto planeado, parto eletivo, parto na água… Não é muito difícil arranjar posts defensores de todos estes métodos, mas raramente ouvimos falar nas desvantagens. O post que indico acima é uma rara excepção.

 

Isto porque, quando se trata do parto, toda a gente sabe o que é melhor para as mães do que nós próprias. Depois, há tudo o resto de que ninguém fala: as dores pós-parto, as primeiras fezes e a subida do colostro. Nada propriamente “agradável”, ainda que sejam dores toleráveis.

 

Ainda é difícil dizer que não queremos ser mães. Ou que queremos ser mães, mas não passar pela gravidez ou dar à luz - isso é visto como uma forma de maternidade incompleta. Mas pior do que isso talvez seja dizer que somos mães, mas podíamos muito bem não ser. Aconteceu, mas não foi um projecto, algo que desejámos durante anos, uma experiência sem a qual ficaríamos incompletas.

 

As mulheres não nascem para ser mães. Nascemos para sermos felizes. Não nascemos para sofrer, nem para dedicar a nossa vida a todos os outros. Ser mãe faz parte, pode acontecer, mas nunca nos devia anular como pessoas.



16
Set18

Como é que as famílias se podem organizar neste regresso às aulas

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O regresso às aulas é sempre uma altura stressante na vida das famílias. Comprar novos livros e material escolar,  esperar para saber os novos horários, adaptar-se à escola nova, fazer contas infinitas a tudo o que é preciso pagar. Mas é preciso respirar fundo: não são os primeiros nem os últimos a passar por tudo isto. A blogger Mãestática está a passar exactamente pelo mesmo e tem várias dicas para vocês. É de confiar.

 

Escolher o material, mochila e roupas novas

Todos os anos, os mesmos dilemas: materiais de marca ou marca branca? Vale a pena investir numa mochila cara? Devemos ceder aos pedidos para comprar roupa nova? A Mãestática tem anos de experiência com estes dilemas e tem opiniões bem fortes em relação a estes temas. O principal objectivo, claro, é poupar o mais possível dando tudo o necessário aos miúdos.

 

Organizar o dia a dia

O regresso às aulas e os horários diferentes exige muita, muita organização. A grande conselho da Mãestática é criar uma agenda semanal onde todos a possam ver - é mesmo isso que estão a pensar, na porta do frigorífico. Tudo fica apontado nesta agenda: espectáculos de ballet, aulas de yoga, sugestões para almoço e jantar, ir buscar o passe, etc. Nada fica de fora desta agenda omnipresente!

 

To-do list diário

Às vezes, nas alturas mais intensas, é preciso mais do que organizar o dia a dia. Ter uma lista de tarefas para cada dia (que inclua os eventos da agenda e as obrigações de todos os dias) ajuda a que não nos esqueçamos de nada. Além disso, o sentimento de completar a lista ao fim do dia tem um impacto psicológico muito positivo. Isto dá-nos força para continuar e acordar com um sorriso no dia seguinte!

 

E vocês, que truques usam para lidar com o regresso às aulas? Alguma dica para outros mamãs? :)

 

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