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Inverno Quente

Inverno Quente

29
Mar19

Qual é o papel do pai nos primeiros meses de vida do bebé?

invernoquente

Quase todos os blogs sobre bebés, crianças e parentalidade são blogs de maternidade. Continuamos a ter a achar que pessoa mais importante para o bebé nos primeiros meses de vida é a mãe. Claro que o período da gravidez faz com que a experiência para as mães sejam muito intensa, e o parto, a amamentação e os primeiros meses de vida parecem uma continuação desses nove meses. Mas o papel do pai também é importante - vamos falar da paternidade a sério?

 

Em primeiro lugar, lembre-se que nos dias pós-parto a mãe também precisa de descansar. Mas em vez de chamarem os avós, as tias e as amigas da mãe para ajudar e conhecer o bebé, passem a primeira semana em família. Em Portugal os pais também têm direito a uma licença de paternidade de 15 dias e esses primeiros momentos em família são preciosos. Se acabou de ser pai, encarregue-se das coisas do dia-a-dia, como ir ao supermercado, pagar as contas e limpar a casa.

 

Em segundo lugar, não ter estado grávido não o torna um inválido no que diz respeito aos bebés. Os pais podem dar banho, ajudar a dar de comer (no caso dos bebés que não estão a ser amamentados), mudar a fralda, trocar os lençóis, limpar as roupinhas ou adormecer o bebé. Tirando amamentar, os pais podem fazer tudo o que bebé precisa! Talvez não saiba isto, mas os bebés são capazes de reconhecer a voz dos pais e criam um vínculo profundo com os progenitores durante os primeiros meses de vida.


Por último, procure referências e blogs positivos sobre paternidade. Um dos blogs que mais fala da paternidade abertamente é o 3 em Linha, escrito por um pai assumidamente “babado” e que faz questão de estar presente na educação dos seus 3 filhos. Ser um pai presente devia ser uma prioridade! Não tenha vergonha de ir a uma casa de banho público trocar a fralda dos seus filhos - vergonha é pensar que isso é só obrigação das mães.

29
Mar19

Aulas nos tempos livres: sim ou não?

invernoquente

Como mãe, tenho um enorme dilema em relação aos tempos livres dos meus filhos. Se por um lado quero que aprendam o maior número de coisas possível, por outro quero que sejam crianças. Ou seja: gostava de os inscrever no desporto para ganharem disciplina, na dança para terem mais flexibilidade, no teatro para perderem a timidez. Mas até que ponto é que isso não lhes vai tirar tempo a mais, até que ponto é que isso não os impede de brincar, de jogar à bola e de fazer todas as descobertas típicas da idade?

 

Quando eu era pequena, não andei em aulas “extracurriculares” nenhumas. Havia a escola e depois eram as tardes livres, que passava a brincar com as minhas primas e com amigos. Claro que, se fosse hoje, esse tempo livre seria muito provavelmente passado no computador ou no telemóvel, a jogar contra robots. E, nesse sentido, é preferível que estejam inscritos noutras actividades, em vez de cansar os olhos a “vidrar” em ecrãs.

 

Mas, por outro lado, há coisas que não mudam. Brincar sozinho e brincar com os amigos, seja qual for o tipo de brincadeira, é um período de descobertas. É importante para percebermos os nossos gostos, perceber o que gostamos, formar a nossa personalidade, formar caráter. Por isso, embora a tentação de os inscrever em mil e uma coisas interessantes seja grande, obrigo-me a resistir.


Tenho de resistir para que sejam eles a conhecer-se. Para que sejam eles a escolher a sua ocupação dos tempos livres e a dizer “mãe, quero aprender isto” ou “mãe, quero fazer aquele desporto”. Sim, seria bom que quisessem aprender inglês, alemão e mandarim, que soubessem dançar salsa, que fossem bons surfistas e que tocassem viola; mas isso podem aprender em qualquer idade. O tempo para brincar com plasticinas, para saltar no trampolim e para fazerem disparates é agora.

23
Mar19

Os amigos são a família que escolhemos

invernoquente

Todos temos duas famílias. A primeira é a família em que nascemos, a quem estamos ligados biologicamente. Esta família contribui para a nossa herança genética e é natural que haja semelhanças físicas com os membros desta família imediata.

 

Esta também é a primeira família que conhecemos e com quem criamos relações de dependência. A maioria dos bebés cria laços com a mãe e com o pai nos primeiros meses de vida. Algumas pessoas criam também relação com a família alargada, como irmãos, avós, tios ou primos. Isto faz que se desenvolva uma relação de amor incondicional, ainda que um dia mais tarde tenhamos muito pouco em comum com estes familiares.

 

Ao longo da vida, vamos conhecendo uma segunda família: a família que escolhemos. Esta família inclui os nossos amigos, companheiros e todas as pessoas com quem estamos por opção e não por obrigação. Um amigo que nos dá apoio numa altura difícil não é menos família do que o primo com quem brincámos muito aos 5 anos e com quem só falamos na altura do Natal. Há espaço e lugar para todos.

 

Com o tempo é natural que comecemos a nossa própria família. Casamos, temos filhos, criamos uma nova unidade familiar. A família da pessoa com quem estamos também começa a ser nossa - os cunhados, as cunhadas, os sogros. Se calhar um dia acabamos por nos divorciar, mas não deixam de ser família. Tal como os enteados, as madrastas e os padrastos.

 

Em França chamam-lhes “famílias reestruturadas”. Não sei se é o melhor termo, mas a verdade é que são famílias. Família é quem cuida de nós, tenhamos uma ligação de sangue ou não. Família é quem nos apoia nos momentos difíceis, quem nos puxa para cima, quem é capaz de tirar de si para nos dar a nós. No fundo, é como diz o anúncio do Benfica:  o que faz uma família é o amor.

 

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