Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Inverno Quente

Inverno Quente

28
Out18

Não nascemos para ser mães, nascemos para ser felizes

invernoquente

Nem todas as mães são iguais. Umas são mais protetoras, outras mais relaxadas. Para algumas pessoas, ser mãe é cumprir um sonho de toda a vida. Para outras, apenas algo que aconteceu. Será que a maternidade é a experiência cor-de-rosa de que sempre nos falaram?

 

Comecemos pela gravidez, o “estado de graça”. Muitas mães descrevem a gravidez como a altura em que começam a desenvolver uma relação com o seu bebé e a imaginar como será este futuro ser humano. Mas a gravidez também vem carregada de desafios - lidar com o aumento de peso, as dificuldades em conseguir dormir e os problemas como a diabetes ou a hipertensão. O famoso “brilho” da gravidez, para mim, não passou de um mito.

 

Sobre o parto, também ainda há outros tantos mitos. Parto planeado, parto eletivo, parto na água… Não é muito difícil arranjar posts defensores de todos estes métodos, mas raramente ouvimos falar nas desvantagens. O post que indico acima é uma rara excepção.

 

Isto porque, quando se trata do parto, toda a gente sabe o que é melhor para as mães do que nós próprias. Depois, há tudo o resto de que ninguém fala: as dores pós-parto, as primeiras fezes e a subida do colostro. Nada propriamente “agradável”, ainda que sejam dores toleráveis.

 

Ainda é difícil dizer que não queremos ser mães. Ou que queremos ser mães, mas não passar pela gravidez ou dar à luz - isso é visto como uma forma de maternidade incompleta. Mas pior do que isso talvez seja dizer que somos mães, mas podíamos muito bem não ser. Aconteceu, mas não foi um projecto, algo que desejámos durante anos, uma experiência sem a qual ficaríamos incompletas.

 

As mulheres não nascem para ser mães. Nascemos para sermos felizes. Não nascemos para sofrer, nem para dedicar a nossa vida a todos os outros. Ser mãe faz parte, pode acontecer, mas nunca nos devia anular como pessoas.



21
Out18

Adopt, don’t shop

invernoquente

Adoptar em vez de comprar. Este é o lema de todos os defensores dos animais. Em Portugal, há milhares de cães e gatos a cargo dos canis municipais e outros tantos a cargo de dezenas de organizações não governamentais. Estas organizações de protecção animal recolhem cães e gatos abandonados, recebem as crias de gatos de rua e muitas têm os seus próprios abrigos. Outras deixam os animais ao cuidado de voluntários - as chamadas FAT, famílias de acolhimento temporário.

 

Apesar desta triste realidade, há muitas pessoas que continuam a preferir comprar animais em lojas, através da Internet ou a criadores de animais com pedigree. A venda online em grupos de Facebook ou em sites como o OLX já foi proibida, mas um simples pesquisa mostra que ainda há muitos anúncios e negócios paralelos na Internet. Os preços ascendem às centenas de euros e dependem das raças, dos procriadores e da beleza do animal.

 

Alguns destinam-se a entrar em competições de beleza. Outros são testados para doenças genéticas. Todos têm uma coisa em comum: um pedigree que agrada aos compradores. As associações que recolhem animais também sabem que a beleza é um factor determinante para conseguir arranjar uma família. Os gatos pretos, que são considerados menos fotogénicos, são os mais difíceis de realojar. Os gatos cinzentos e peludos, pelo contrário, são adoptados em pouco tempo.

 

O pedido “adopt, don’t shop” é para que as famílias procurem um novo membro de quatro patas junto destas organizações sem fins lucrativos, em vez de preferir os animais de raça vendidos ilegalmente. Porquê comprar um gato quando há dezenas à procura de uma casa, sem problemas de saúde e prontos a oferecer uma vida cheia de ronrons?


Antes de comprarem um animal, pensem em adoptar. Escolham o vosso companheiro de quatro patos com base na sua personalidade e não no seu aspecto. Até porque a bolinha de pêlo mais pequenina pode ser uma nova luz na vossa vida, uma companhia nas horas difíceis e um escudo contra a ansiedade e a depressão!

16
Out18

Prosa poética, inspiração e muitas divagações - o blog do Ismael Sousa

invernoquente

Talvez sejam as águas de S. Pedro do Sul, talvez seja apenas o produto de viver rodeado de uma Natureza estonteante. O certo é que Ismael Sousa é o autor de um dos blogs de prosa poética mais lidos em Portugal. A escrita criativa, as divagações de quem escreve e textos e a inspiração que colhe de tudo o que o rodeia são o mote do blog homónimo, que descreve como “a perspectiva de um homem num mundo tão igual”.

 

O amor (ou o desamor) são as principais inspirações. Seguem-se a solidão, o abandono, a saudade desse amor que já partiu. Os textos lêem-se como pequenas vinhetas que vão revelando o estado de espírito do narrador; que varia entre a nostalgia e a aparente despreocupação por si mesmo. O cigarro que acompanha o devaneio, a noite má conselheira, o choro quando se nota a ausência do outro.

 

Tudo isto se passa num mundo muito real. Se quiserem ler o blog, rapidamente darão conta que os textos sobre a vida “real”, os acontecimentos do dia a dia - desde os incêndios do Verão passado aos recentes infortúnios do Sporting Clube de Portugal - estão escritos com uma determinada letra. A poesia chega com letra de máquina de escrever, fonte typewriter, e sempre acompanhada de fotos a preto e branco. Tal como é o desamor - a preto e a branco.

 

Mas quem melhor para o explicar do que o próprio? Fiquem com um excerto deste texto que, no fundo, explica o porquê do blog.

 

Fulmino palavras.

Como transpor aquilo que sentimos, aquilo de que necessitamos? Como fazer compreender? As palavras traem os sentimentos, são fonte de zanga e de mal-entendidos. Mas são verdade, pura e dura, são realmente aquilo que sentimos. Nada somos sem as palavras, por mais que elas nos custem. São as palavras que escrevemos, que nos dão vida. São a concretização do que sentimos.

 

Sou feito de palavras.

 

Nada faz sentido. E a vida é, muitas vezes, isso mesmo: não fazer sentido. Escrevo em demasia e nesse abuso que faço das palavras concluo que nenhumas fazem sentido. Tomo-as como minhas, mas nunca o são, nunca o foram, nunca serão. Usamo-las, brincamos com elas ou simplesmente desperdiçamo-las. E eu, na conclusão de todos os meus pensamentos, sinto que sou um desperdiçador de palavras! Uso-as como se fossem inesgotáveis. Mas esgotam-se e por vezes nem sabemos o que dizer. Talvez porque não haja nada para dizer, talvez nada tenha de ser dito. Outras vezes não se deveria dizer e nada, e eu abuso delas. Sou indelicado, sou inconveniente. Sou o que sou.

 

Odeio-me e fulmino-me!



Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Links

Diversão

Gadgets

Alimentação

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D