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Inverno Quente

Inverno Quente

26
Mai19

Fotografia Digital vs. Fotografia em Papel

invernoquente

Há quem prefira as fotografias digitais, há quem defenda com unhas e dentes as fotografias em papel. E apesar de ser inútil lutar contra a chegada do mundo digital, é inegável que cada uma tem as suas vantagens e desvantagens. Não é por acaso que as Polaroid voltaram - nós temos algum fascínio pelo analógico, e as fotos instantâneas em papel fazem parte do nosso imaginário. Vamos fazer um balanço das fotografias digitais vs. fotografias em papel?

 

Vantagens & Desvantagens da Fotografia Digital

  • pode armazenar uma grande quantidade de fotografias numa pen ou num disco externo sem qualquer dificuldade;
  • é fácil categorizar as fotografias por local e data, caso queira criar álbuns cronológicos;
  • pode enviar as fotos a amigos e familiares com facilidade e quase imediatamente;
  • pode editar as fotos a qualquer altura ou usar como wallpaper;
  • por outro lado, facilmente apaga uma fotografia por engano ou perde o disco externo em que as gravou;
  • perde a sensação de ter um álbum de fotos ou porta-retratos em casa, como uma recordação dos bons momentos.

 

 

Vantagens & Desvantagens da Fotografia em Papel

  • como já são relativamente raras, parecem mais especiais;
  • recordam os álbuns de família com que crescemos;
  • podem colocar-se em porta-retratos, placards e ser usadas como peças de decoração;
  • a cor da fotografia no papel pode esbater-se;
  • o papel pode rasgar-se e deve ficar protegido por uma película de plástico/vidro para se conservar;
  • guardar fotografias em papel exige bastante espaço físico;
  • facilmente fica esquecida ou danificada;
  • é cada vez mais difícil encontrar rolos para as máquinas analógicas e os rolos para as novas máquinas instantâneas são dispendiosos.

 

Pessoalmente, não dispenso ter algumas fotografias em papel. Claro que muitas são tiradas com a câmara digital, mas não resisto a imprimir e a guardar para mim, organizadas em álbuns. Outras ainda tiro com a máquina velhinha “a rolo”. É um desafio conseguir que a foto fique bem, porque não há oportunidade para errar!

 

06
Mai19

Histórias que se perdem: Ovo da Páscoa

invernoquente


Há contos que passam de geração em geração. Histórias que se tornam referências para todos nós. Algumas tem uma moral questionável - como a Bela Adormecida - mas é inquestionável que fazem parte da nossa cultura popular. Mas infelizmente há outras histórias, e com uma moral bem mais bonita do que a Bela Adormecida, que ficaram esquecidas.

 

 

Um exemplo é a história dos ovos de Páscoa. A dada altura quebrámos a corrente e não chegou aos nossos dias - sim, conhecemos os ovos. Mas o que significam? Na origem da história, os ovos simbolizam o renascimento. Não o renascimento de Jesus, porque a tradição é anterior ao cristianismo, mas sim o reflorescer no início da Primavera. Isto porque a Páscoa e o Equinócio de Primavera estão quase sempre próximos.

 

A tradição era enterrar os ovos debaixo da terra, como uma “oferenda” à mãe Natureza. Aliás, o facto de ficarem escondidos é que deu origem à caça aos ovos. Com o tempo também se criou tradição de os colorir. Na China, por exemplo, coziam-se os ovos em beterraba para lhes dar cor. Mas com o tempo estas histórias foram-se perdendo.

 

É pena, porque a mensagem é boa. Chegou uma nova estação, é tempo de renascer e mudar! Em vez disso, escolhemos perpetuar histórias que são sobre o poder que exercem sobre nós. Histórias sobre príncipes encantados que vêm para nos salvar de todos os males, madrastas que têm a culpa de tudo o que nos acontece de mal, sabedoria e talentos que nos são concedidos por lamparinas ou bruxas.

 

Do Equinócio de Primavera, que sempre foi uma ocasião para celebrar o recomeço, resta o sacrifício. O sacrifício da quaresma, o crime hediondo cometido na cruz. Há histórias que se perderam na história, e não foi necessariamente bom. A boa notícia é estamos sempre a tempo de tentar recuperar as tradições que perdemos… na próxima Páscoa!  

 

23
Abr19

É melhor deixar os filhos no infantário vs. deixar com os avós

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Quando temos filhos pequenos, há sempre um grande dilema: com que idade devem ir para o infantário? Quão cedo é cedo demais? A maioria das pessoas concorda em pôr os filhos no infantário pelo menos um ano antes de irem para primária. Mas antes disso o que é melhor: deixar os filhos no infantário ou ao cuidado dos avós?

 

Nem todas as famílias têm o privilégio de ter os avós por perto. Eu nunca conheci dois dos meus avós, e quando era pequena ninguém podia ficar comigo. Entre muita ginástica dos meus pais depois de terminada a licença de maternidade/paternidade, fui para o infantário com apenas 1 ano. Na altura ainda não eram comuns os “berçários” - algo que complicou bastante a vida dos meus pais nesse ano. No caso dos meus filhos, os avós ainda trabalham e essa hipótese também não existe. Mas quem tem esse privilégio, tem sempre essa tentação.

 

Afinal de contas, que coisa é essa de deixar os filhos entregues a desconhecidos? Não estarão melhor em casa, rodeados de avós que os cuidam como filhos? A resposta é: talvez não. As crianças precisam de conviver umas com as outras, porque é isso que estimula um período de descoberta e o desenvolvimento da fala. Em casa estão sempre a falar com as mesmas pessoas, expostas aos mesmos sons.

 

Posso dar-vos um exemplo. O filho da minha prima, com 3 anos, sempre ficou em casa dos avós. Nem sequer são o tipo de avós que o sentam em frente à televisão. Vai com os avós passear, vão até ao supermercado e, ao fim do dia, ainda convive com dois primitos que têm quase a mesma idade. É uma criança expressiva, que gosta de imitar os adultos que o rodeiam. Não parece ter dificuldades em falar. Pois bem, o pediatra diz que tem menos vocabulário do que as outras crianças da mesma idade. A solução? Ir para o infantário, brincar e palrar com outras pestes da mesma idade.

 

Ir para o infantário não é uma traição aos avós! Acho muito importante que os meus filhos convivam com os avós - ao fim de semana, às vezes ao fim do dia quando não posso ir buscá-los e que façam programas juntos. Aliás, até agradeço, porque isso deixa-me com “tempo livre”. Mas as crianças precisam de conviver e brincar, sobretudo brincar, com outros miúdos.

 

29
Mar19

Qual é o papel do pai nos primeiros meses de vida do bebé?

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Quase todos os blogs sobre bebés, crianças e parentalidade são blogs de maternidade. Continuamos a ter a achar que pessoa mais importante para o bebé nos primeiros meses de vida é a mãe. Claro que o período da gravidez faz com que a experiência para as mães sejam muito intensa, e o parto, a amamentação e os primeiros meses de vida parecem uma continuação desses nove meses. Mas o papel do pai também é importante - vamos falar da paternidade a sério?

 

Em primeiro lugar, lembre-se que nos dias pós-parto a mãe também precisa de descansar. Mas em vez de chamarem os avós, as tias e as amigas da mãe para ajudar e conhecer o bebé, passem a primeira semana em família. Em Portugal os pais também têm direito a uma licença de paternidade de 15 dias e esses primeiros momentos em família são preciosos. Se acabou de ser pai, encarregue-se das coisas do dia-a-dia, como ir ao supermercado, pagar as contas e limpar a casa.

 

Em segundo lugar, não ter estado grávido não o torna um inválido no que diz respeito aos bebés. Os pais podem dar banho, ajudar a dar de comer (no caso dos bebés que não estão a ser amamentados), mudar a fralda, trocar os lençóis, limpar as roupinhas ou adormecer o bebé. Tirando amamentar, os pais podem fazer tudo o que bebé precisa! Talvez não saiba isto, mas os bebés são capazes de reconhecer a voz dos pais e criam um vínculo profundo com os progenitores durante os primeiros meses de vida.


Por último, procure referências e blogs positivos sobre paternidade. Um dos blogs que mais fala da paternidade abertamente é o 3 em Linha, escrito por um pai assumidamente “babado” e que faz questão de estar presente na educação dos seus 3 filhos. Ser um pai presente devia ser uma prioridade! Não tenha vergonha de ir a uma casa de banho público trocar a fralda dos seus filhos - vergonha é pensar que isso é só obrigação das mães.

29
Mar19

Aulas nos tempos livres: sim ou não?

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Como mãe, tenho um enorme dilema em relação aos tempos livres dos meus filhos. Se por um lado quero que aprendam o maior número de coisas possível, por outro quero que sejam crianças. Ou seja: gostava de os inscrever no desporto para ganharem disciplina, na dança para terem mais flexibilidade, no teatro para perderem a timidez. Mas até que ponto é que isso não lhes vai tirar tempo a mais, até que ponto é que isso não os impede de brincar, de jogar à bola e de fazer todas as descobertas típicas da idade?

 

Quando eu era pequena, não andei em aulas “extracurriculares” nenhumas. Havia a escola e depois eram as tardes livres, que passava a brincar com as minhas primas e com amigos. Claro que, se fosse hoje, esse tempo livre seria muito provavelmente passado no computador ou no telemóvel, a jogar contra robots. E, nesse sentido, é preferível que estejam inscritos noutras actividades, em vez de cansar os olhos a “vidrar” em ecrãs.

 

Mas, por outro lado, há coisas que não mudam. Brincar sozinho e brincar com os amigos, seja qual for o tipo de brincadeira, é um período de descobertas. É importante para percebermos os nossos gostos, perceber o que gostamos, formar a nossa personalidade, formar caráter. Por isso, embora a tentação de os inscrever em mil e uma coisas interessantes seja grande, obrigo-me a resistir.


Tenho de resistir para que sejam eles a conhecer-se. Para que sejam eles a escolher a sua ocupação dos tempos livres e a dizer “mãe, quero aprender isto” ou “mãe, quero fazer aquele desporto”. Sim, seria bom que quisessem aprender inglês, alemão e mandarim, que soubessem dançar salsa, que fossem bons surfistas e que tocassem viola; mas isso podem aprender em qualquer idade. O tempo para brincar com plasticinas, para saltar no trampolim e para fazerem disparates é agora.

23
Mar19

Os amigos são a família que escolhemos

invernoquente

Todos temos duas famílias. A primeira é a família em que nascemos, a quem estamos ligados biologicamente. Esta família contribui para a nossa herança genética e é natural que haja semelhanças físicas com os membros desta família imediata.

 

Esta também é a primeira família que conhecemos e com quem criamos relações de dependência. A maioria dos bebés cria laços com a mãe e com o pai nos primeiros meses de vida. Algumas pessoas criam também relação com a família alargada, como irmãos, avós, tios ou primos. Isto faz que se desenvolva uma relação de amor incondicional, ainda que um dia mais tarde tenhamos muito pouco em comum com estes familiares.

 

Ao longo da vida, vamos conhecendo uma segunda família: a família que escolhemos. Esta família inclui os nossos amigos, companheiros e todas as pessoas com quem estamos por opção e não por obrigação. Um amigo que nos dá apoio numa altura difícil não é menos família do que o primo com quem brincámos muito aos 5 anos e com quem só falamos na altura do Natal. Há espaço e lugar para todos.

 

Com o tempo é natural que comecemos a nossa própria família. Casamos, temos filhos, criamos uma nova unidade familiar. A família da pessoa com quem estamos também começa a ser nossa - os cunhados, as cunhadas, os sogros. Se calhar um dia acabamos por nos divorciar, mas não deixam de ser família. Tal como os enteados, as madrastas e os padrastos.

 

Em França chamam-lhes “famílias reestruturadas”. Não sei se é o melhor termo, mas a verdade é que são famílias. Família é quem cuida de nós, tenhamos uma ligação de sangue ou não. Família é quem nos apoia nos momentos difíceis, quem nos puxa para cima, quem é capaz de tirar de si para nos dar a nós. No fundo, é como diz o anúncio do Benfica:  o que faz uma família é o amor.

 

25
Fev19

Devemos desinfectar a roupa dos bebés?

invernoquente

 

Recentemente dei por mim num fórum de mães em que se debatia como desinfectar a máquina para lavar a roupa do bebé. Tive de reler porque pensei que estava a ler mal - desculpem, como? Desinfectar a máquina? E tencionam fazer isso só uma vez ou sempre que lavarem a roupa de bebé? Não me levem a mal, eu sei que as máquinas da roupa se devem lavar de vez em quando e que algumas até têm programas de auto-lavagem. Mas penso que estamos a cair num exagero: a lavagem na máquina, a secagem e o ferro são mais do que suficientes.

Primeiro temos a lavagem na máquina. Em princípio, um bom detergente e a centrifugação são mais do que suficientes para limpar as roupas. Além disso não agredimos a pele do bebé - que, lembrem-se, é sensível e pode não reagir bem aos desinfectantes. Às vezes, quando sei que a roupa (a minha, a do bebé ou a de quem for) está particularmente suja (por exemplo, porque esteve em contacto com animais ou se fomos ao centro de saúde) junto um pouco de água oxigenada à lavagem. Mas é só! Nada de agentes agressivos.

Depois ainda temos todo o tempo que a roupa leva a secar. Reparem: se a lavagem ficou bem feita, então já eliminámos qualquer “bichinho” que a roupa possa ter. Mas no caso de algum sobreviver, como é que aguenta durante dias ao sol, a secar, sem restos de pele ou matérias orgânicas para se alimentar? Os ácaros acabam por desaparecer, e quase todos os vírus morrem à temperatura ambiente e longe de organismos vivos (alguns demoram algumas horas e outros demoram dias, mas acabam por morrer).

A maioria das roupas ainda é passada a ferro a 110ºC, uma temperatura que por si só é capaz de eliminar quaisquer vestígios que possam contagiar o bebé. Então, a que se deve tanto preciosismo com a desinfecção da roupa de bebé? A lavagem da roupa normal e com os cuidados adequados tem um risco de contaminação negligente - as doenças que os nossos bebés apanham são contraídas cá fora, em contacto com outras pessoas, com objectos contaminados e pelo ar.

Quando se trata de bebés, lembrem-se de usar processos tão naturais quanto possível. Métodos não agressivos! A água e o sabão azul do tempo das nossas mães eram tão bons desinfectantes como os detergentes que usamos agora e eram suaves. Portanto, não caiam no exagero de criar “bebés de estufa” que só tocam em objectos e pessoas esterilizadas a toda a hora. Não os estão a ajudar a criar defesas, nem se estão a ajudar a vocês próprios - relaxem e deixem que o vosso bebé descubra o Mundo!

 

17
Fev19

O que esperar dos cursos pré-parto?

invernoquente

Ser mãe ou pai é algo que vamos aprendendo por instinto. Mas não há nada de errado com querermos estar mais preparados para aquela será que maior aventura das nossas vidas. Pelo contrário, os cursos pré-parto podem ser excelentes para os pais de “primeira viagem” que não sabem bem o que os espera.

Claro que erguem-se logo vozes a dizer que “antigamente não se faziam cursos” e que “as coisas aconteciam na mesma”. Primeiro, não há nada de surpreendente nisso: comecei este texto a dizer que a maternidade e a paternidade se aprendiam por instinto. Mas enquanto alguns pais vão aprendendo à medida que acontece, outros gostam de ver os “spoilers”, treinar e praticar.

Na verdade, todos os pais (mesmo os que já têm outros filhos) podem beneficiar destes cursos pré e pós-parto. Quanto mais não seja, porque são uma oportunidade de falar com outros pais que estão a passar pelo mesmo processo e que podem ter exactamente as mesmas dúvidas e receios.

Entre as coisas que as futuras mamãs podem aprender nos cursos pré-parto estão técnicas de respiração, exercícios com bolas de pilates e como detectar os sinais de que está a entrar em trabalho de parto. Mas a maioria dos cursos também inclui outras dicas de ouro para os pais: como segurar no bebé, como dar banho e até como trocar fraldas. Alguns cursos tocam ainda no tópico da amamentação.

Dois dos centros mais conhecidos em Lisboa são o Centro Pré e Pós Parto (CPPP) e o Centro do Bebé. A Cat do “nem mais nem menos” deixou um depoimento sobre a experiência que teve com o CPPP no curso de pré-parto e acha que as dicas que aprendeu lhe vão ser muito úteis. Seja qual for o centro que escolherem, procurem sempre críticas de outras mamãs para saber o que esperar de cada curso. Já agora, podem seguir o desenvolvimento do baby da Cat, porque agora é que se vê se o curso foi útil ou não!

09
Fev19

Onde comprar brigadeiro vegan em Lisboa?

invernoquente

Quem é que resiste a um bom brigadeiro? Eu não, vocês não. Ninguém resiste! Foi assim que nasceu o blog Doçuras Sem Travessuras: apesar de ser um blog generalista que fala um pouco de todas as lutas que passamos ao longo da vida, talvez a principal seja resistir à gula. Felizmente, a Mónica tem várias receitas inventadas pela própria e muitas delas são vegan!

 

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A melhor parte é que a maioria das receitas incluem um ingrediente chave: chocolate. Para quem é chocólatra, é isso que torna o brigadeiro tão irresistível. O brigadeiro tradicional tem apenas três ingredientes: leite condensado, margarina e chocolate. Mas claro que há variações do brigadeiro: brigadeiro com chocolate branco, brigadeiro com coco, brigadeiro de limão, brigadeiro de morango e por aí fora, até onde a imaginação nos levar. Vejam só as fotos: 

 

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Já estão com água na boca? A Mónica tem receitas do brigadeiro tradicional e do brigadeiro de chocolate com coco. Mas duas das receitas que me chamam mais a atenção são as de brigadeiro vegan (sem leite condensado): o brigadeiro vegan de limão com canela e o brigadeiro vegan “paixão tropical”, com frutos tropicais.

O chocolate combina com tudo, disso não há dúvidas, e adoraria provar estas pequenas iguarias! E a cereja no topo do bolo: mousse de brigadeiro vegan. Quem diria que é possível fazer não só brigadeiro vegan, mas também mousse?!  

 

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No que diz respeito às tartes, já não há opções vegan no cardápio. Mas para quem é ovolactovegetariano apenas, há três que não podem escapar: a tarte de brigadeiro (claro!), a tarte de chocolate (a favorita cá de casa) e a tarte de cereja, para quem prefere sobremesas à base de fruta. E se tudo isto vos parece demasiado doce, escolham apenas uns bombons. São tão pequeninos que não contam!

 

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Para encomendar, basta contactar a Mónica para o docecomoomel@sapo.pt ou telefonar 963728483. Bom apetite!



16
Jan19

Sapo do Ano na categoria “Sexualidade”: Ainda Solteira

invernoquente

Não falo muitas vezes de sexualidade aqui no blog, mas falo de mulheres fortes, independentes e que sabem o que querem. A Lego Luna (o moniker usado pela Sara), a autora do Ainda Solteira, é uma dessas mulheres. 41 anos, luso-cabo-verdiana, solteira por escolha própria. Agora, o blog Ainda Solteira! acaba de ganhar um “Sapo do Ano” na categoria Sexualidade.

 

Aos 41 anos, a sociedade espera-te casada, mãe de filhos, recatada, sem ambições de subir muito mais na carreira. As pessoas perguntam-te o que há de errado contigo, porque não casas, porque é que ainda não és mãe. Relembram-te constantemente que é “agora ou nunca” porque estás a ficar velha, a menopausa está aí à porta (embora ainda te possa faltar mais de uma década...) e, como disse um determinado senhor francês, as mulheres com mais de 50 anos não podem ser sexy. Depois, vêm os julgamentos assim que “descobrem” que solteirice não equivale a celibato.

 

Isto porque não vale a pena ser hipócrita: a nossa sociedade só consegue conceber Marias e Marias Madalenas. As mulheres têm que caber numa dessas duas caixas, sem qualquer ponto intermédio. Nisso, ainda somos as nossas piores inimigas; as primeiras a julgar quem se atreve a não seguir o modelo familiar tradicional. Somos as primeiras a fazer as perguntas que não nos dizem respeito - porque não casaste, porque não és mãe, como é que és capaz de ter uma relação casual.

 

É sobre isso, mas não só, que o Ainda Solteira fala. Sobre as percepções que a nossa sociedade tem de mulheres que rejeitam os moldes familiares e que querem reescrever as regras do jogo. Cada pessoa tem de viver de acordo com as suas escolhas, não a de outra pessoa. Não deixes que nada te páre, ainda que os outros digam que a toda a tua vida é uma heresia. O que é importante é que tu te sintas confortável, seja sozinha ou acompanhada. Não é uma corrida contra o tempo. E lembra-te que todas as mulheres podem ser sexy, independentemente da idade ;)

 

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