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Inverno Quente

Inverno Quente

01
Out19

Quem pode ser técnico de Certificação Energética?

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De certeza que, a estas alturas, já sabe o que é um certificado energético (CE), para que serve e quando é que pode precisar de um (hint: quando mudar de casa). O que talvez ainda não saiba é onde encontrar um técnico de certificação energética para pedir o seu certificado.

Apenas os técnicos de certificados podem fazer um CE – são responsáveis por avaliar os edifícios, dar indicações sobre as potenciais melhores e emitir o certificado. Normalmente são formados em arquitectura ou engenharia, têm uma experiência igual ou superior a 5 anos e têm formação da Agência da Energia (ADENE). Por isso, são considerados peritos qualificados. 

 

 

 

Estas são as responsabilidades de um técnico de certificação energética:

recolher, junto dos proprietários, todas as informações necessárias para determinar a certificação energética da fracção ou edifício em causa;

– identificar as oportunidades para melhorar a eficiência e o desempenho energético das casas que estão a avaliar, que devem ficar registadas no certificado;

– emitir o certificado, verificar a qualidade e submeter o certificado. 

 

Ou seja, o responsável pelo certificado é o técnico específico que contratar e não a ADENE, que apenas de regista e termina a emissão. Por isso, as recomendações que vai receber no seu certificado dependem do técnico que contratar. Tal como o preço a pagar pelo certificado, que varia de perito para perito.  

 

Onde pode encontrar técnicos de certificação energética? 

Como há um número limitado de técnicos de certificação energética, deve procurar profissionais qualificados na ADENE. Em alternativa também pode procurar online, usando websites específicos que lhe permitem procurar técnicos certificação energética na sua área de residência – por exemplo, profissionais de certificação energética em Alvalade ou certificados energéticos em Campanhã. Este tipo de websites tem a vantagem acrescida de lhe permitir comparar orçamentos antes de escolher um perito. Assim, não é apanhado desprevenido!

 

23
Set19

Como organizar a mudança de casa

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Não vale a pena mentir: mudar de casa pode ser um pesadelo. Mesmo que não pareça, ao longo do tempo acabamos por acumular um monte de tralha de que não precisamos ou que não usamos. Roupa que deixou de nos servir, contas e papéis velhos, utensílios de cozinha que utilizamos apenas algumas vezes, prendas a que os miúdos nunca acharam graça, livros que fomos acumulando e que agora pesam chumbo… A lista é interminável. Mas como é que podemos organizar a mudança de casa?

 

A primeira dica é básica: arrumar tudo em caixas por categorias. A roupa pode ir em malas de viagem, mas tudo o resto deve ser empacotado por categorias. Os pratos rasos, os pratos da sopa, os talheres, os pequenos electrodomésticos, etc. Se há alguma coisa que já não se lembrava que tinha, é seguro dizer que não precisa de a levar para a casa nova. Venda, ofereça, deite fora. 

 

Por falar em vender, aqui vai a nossa segunda dica. Se há mobília que não vai ter espaço na casa nova, venda-a em grupos de venda no Facebook ou no OLX. Não vale a pena ficar com móveis velhos desmontados ou ter cadeirões antigos a ocupar espaço na casa nova. Com o dinheiro que conseguir arrecadar, invista no passo três.

 

Passo três: não tente pôr tudo na mala do carro e ir para a casa nova. Vai perder imenso tempo em viagens de ida e volta, porque não vai conseguir levar tudo de uma vez. Contacte empresas de mudanças na sua zona e peça um orçamento. As empresas de mudanças em Lisboa e as empresas de mudanças no Porto estão habituadas a fazer transportes entre concelhos e pode fazer a mudança num só dia.

 

No caso de ir fazer uma mudança para longe, mais motivos para vender ou doar o que já não precisa. Muitas vezes, o preço do transporte simplesmente não compensa. Aproveite mudar de casa para começar de novo apenas com aquilo que lhe traz felicidade. 

 

15
Jul19

Peças de roupa que não podem faltar no nosso armário este Verão

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Peças que não podem faltar na sua wishlist para este Verão. Faça bons investimentos nos saldos e deslumbre durante as férias!

 

 

Fato de Banho 

 

Há anos que só vemos fatos de banho nas nossas praias, mas desengane-se quem pensa que os fatos de banho são só para as avós! Há fatos de banho com designs incríveis: costas despidas ou cruzadas, padrões ecléticos, que apertam com nós e até modelos vintage, mais cintados ou com a perna culotte. Se quer ser mais enigmática – e seduzir com aquilo que não está a mostrar – os fatos de banho são um peça que não pode faltar no seu armário. 

 

Kimono 

 

Os kimonos voltaram em força! Há modelos 100% inspirados nos designs asiáticos, enquanto outros dão um “twist” moderno aos kimonos: são túnicas largas que apertam com laçadas. Seja como for, é uma peça perfeita para usar por cima de um top nas noites de Verão, por cima do bikini depois da praia ou até para um evento ou cocktail casual ao fim da tarde.



Camisa com estampado “jungle”

 

Outra coisa que não pode faltar na nossa wishlist são os “jungle prints”, inspirados pelos safaris, não podiam estar mais nada moda. Estou a falar de camisas com padrões leopardo, cobra ou zebra, que poderá encontrar agora nos saldos a muito bom preço. Se não se sente com coragem para usar este tipo de padrões, pode optar por camisas ou sapatos apenas com detalhes “jungle”. Uma maneira de seguir as tendências mantendo-se fiel aos seus gostos pessoais! 



Blusa com Transparências

Outro clássico de Verão com as blusas e peças com algumas transparências. Os jogos de transparências são um clássico nocturno durante todo o ano, mas durante o Verão são permitidas noutras alturas do dia. Quer uma dica de estilo? Basta usar um top ou mesmo o bikini por baixo.

26
Mai19

Fotografia Digital vs. Fotografia em Papel

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Há quem prefira as fotografias digitais, há quem defenda com unhas e dentes as fotografias em papel. E apesar de ser inútil lutar contra a chegada do mundo digital, é inegável que cada uma tem as suas vantagens e desvantagens. Não é por acaso que as Polaroid voltaram - nós temos algum fascínio pelo analógico, e as fotos instantâneas em papel fazem parte do nosso imaginário. Vamos fazer um balanço das fotografias digitais vs. fotografias em papel?

 

Vantagens & Desvantagens da Fotografia Digital

  • pode armazenar uma grande quantidade de fotografias numa pen ou num disco externo sem qualquer dificuldade;
  • é fácil categorizar as fotografias por local e data, caso queira criar álbuns cronológicos;
  • pode enviar as fotos a amigos e familiares com facilidade e quase imediatamente;
  • pode editar as fotos a qualquer altura ou usar como wallpaper;
  • por outro lado, facilmente apaga uma fotografia por engano ou perde o disco externo em que as gravou;
  • perde a sensação de ter um álbum de fotos ou porta-retratos em casa, como uma recordação dos bons momentos.

 

 

Vantagens & Desvantagens da Fotografia em Papel

  • como já são relativamente raras, parecem mais especiais;
  • recordam os álbuns de família com que crescemos;
  • podem colocar-se em porta-retratos, placards e ser usadas como peças de decoração;
  • a cor da fotografia no papel pode esbater-se;
  • o papel pode rasgar-se e deve ficar protegido por uma película de plástico/vidro para se conservar;
  • guardar fotografias em papel exige bastante espaço físico;
  • facilmente fica esquecida ou danificada;
  • é cada vez mais difícil encontrar rolos para as máquinas analógicas e os rolos para as novas máquinas instantâneas são dispendiosos.

 

Pessoalmente, não dispenso ter algumas fotografias em papel. Claro que muitas são tiradas com a câmara digital, mas não resisto a imprimir e a guardar para mim, organizadas em álbuns. Outras ainda tiro com a máquina velhinha “a rolo”. É um desafio conseguir que a foto fique bem, porque não há oportunidade para errar!

 

06
Mai19

Histórias que se perdem: Ovo da Páscoa

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Há contos que passam de geração em geração. Histórias que se tornam referências para todos nós. Algumas tem uma moral questionável - como a Bela Adormecida - mas é inquestionável que fazem parte da nossa cultura popular. Mas infelizmente há outras histórias, e com uma moral bem mais bonita do que a Bela Adormecida, que ficaram esquecidas.

 

 

Um exemplo é a história dos ovos de Páscoa. A dada altura quebrámos a corrente e não chegou aos nossos dias - sim, conhecemos os ovos. Mas o que significam? Na origem da história, os ovos simbolizam o renascimento. Não o renascimento de Jesus, porque a tradição é anterior ao cristianismo, mas sim o reflorescer no início da Primavera. Isto porque a Páscoa e o Equinócio de Primavera estão quase sempre próximos.

 

A tradição era enterrar os ovos debaixo da terra, como uma “oferenda” à mãe Natureza. Aliás, o facto de ficarem escondidos é que deu origem à caça aos ovos. Com o tempo também se criou tradição de os colorir. Na China, por exemplo, coziam-se os ovos em beterraba para lhes dar cor. Mas com o tempo estas histórias foram-se perdendo.

 

É pena, porque a mensagem é boa. Chegou uma nova estação, é tempo de renascer e mudar! Em vez disso, escolhemos perpetuar histórias que são sobre o poder que exercem sobre nós. Histórias sobre príncipes encantados que vêm para nos salvar de todos os males, madrastas que têm a culpa de tudo o que nos acontece de mal, sabedoria e talentos que nos são concedidos por lamparinas ou bruxas.

 

Do Equinócio de Primavera, que sempre foi uma ocasião para celebrar o recomeço, resta o sacrifício. O sacrifício da quaresma, o crime hediondo cometido na cruz. Há histórias que se perderam na história, e não foi necessariamente bom. A boa notícia é estamos sempre a tempo de tentar recuperar as tradições que perdemos… na próxima Páscoa!  

 

23
Abr19

É melhor deixar os filhos no infantário vs. deixar com os avós

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Quando temos filhos pequenos, há sempre um grande dilema: com que idade devem ir para o infantário? Quão cedo é cedo demais? A maioria das pessoas concorda em pôr os filhos no infantário pelo menos um ano antes de irem para primária. Mas antes disso o que é melhor: deixar os filhos no infantário ou ao cuidado dos avós?

 

Nem todas as famílias têm o privilégio de ter os avós por perto. Eu nunca conheci dois dos meus avós, e quando era pequena ninguém podia ficar comigo. Entre muita ginástica dos meus pais depois de terminada a licença de maternidade/paternidade, fui para o infantário com apenas 1 ano. Na altura ainda não eram comuns os “berçários” - algo que complicou bastante a vida dos meus pais nesse ano. No caso dos meus filhos, os avós ainda trabalham e essa hipótese também não existe. Mas quem tem esse privilégio, tem sempre essa tentação.

 

Afinal de contas, que coisa é essa de deixar os filhos entregues a desconhecidos? Não estarão melhor em casa, rodeados de avós que os cuidam como filhos? A resposta é: talvez não. As crianças precisam de conviver umas com as outras, porque é isso que estimula um período de descoberta e o desenvolvimento da fala. Em casa estão sempre a falar com as mesmas pessoas, expostas aos mesmos sons.

 

Posso dar-vos um exemplo. O filho da minha prima, com 3 anos, sempre ficou em casa dos avós. Nem sequer são o tipo de avós que o sentam em frente à televisão. Vai com os avós passear, vão até ao supermercado e, ao fim do dia, ainda convive com dois primitos que têm quase a mesma idade. É uma criança expressiva, que gosta de imitar os adultos que o rodeiam. Não parece ter dificuldades em falar. Pois bem, o pediatra diz que tem menos vocabulário do que as outras crianças da mesma idade. A solução? Ir para o infantário, brincar e palrar com outras pestes da mesma idade.

 

Ir para o infantário não é uma traição aos avós! Acho muito importante que os meus filhos convivam com os avós - ao fim de semana, às vezes ao fim do dia quando não posso ir buscá-los e que façam programas juntos. Aliás, até agradeço, porque isso deixa-me com “tempo livre”. Mas as crianças precisam de conviver e brincar, sobretudo brincar, com outros miúdos.

 

29
Mar19

Qual é o papel do pai nos primeiros meses de vida do bebé?

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Quase todos os blogs sobre bebés, crianças e parentalidade são blogs de maternidade. Continuamos a ter a achar que pessoa mais importante para o bebé nos primeiros meses de vida é a mãe. Claro que o período da gravidez faz com que a experiência para as mães sejam muito intensa, e o parto, a amamentação e os primeiros meses de vida parecem uma continuação desses nove meses. Mas o papel do pai também é importante - vamos falar da paternidade a sério?

 

Em primeiro lugar, lembre-se que nos dias pós-parto a mãe também precisa de descansar. Mas em vez de chamarem os avós, as tias e as amigas da mãe para ajudar e conhecer o bebé, passem a primeira semana em família. Em Portugal os pais também têm direito a uma licença de paternidade de 15 dias e esses primeiros momentos em família são preciosos. Se acabou de ser pai, encarregue-se das coisas do dia-a-dia, como ir ao supermercado, pagar as contas e limpar a casa.

 

Em segundo lugar, não ter estado grávido não o torna um inválido no que diz respeito aos bebés. Os pais podem dar banho, ajudar a dar de comer (no caso dos bebés que não estão a ser amamentados), mudar a fralda, trocar os lençóis, limpar as roupinhas ou adormecer o bebé. Tirando amamentar, os pais podem fazer tudo o que bebé precisa! Talvez não saiba isto, mas os bebés são capazes de reconhecer a voz dos pais e criam um vínculo profundo com os progenitores durante os primeiros meses de vida.


Por último, procure referências e blogs positivos sobre paternidade. Um dos blogs que mais fala da paternidade abertamente é o 3 em Linha, escrito por um pai assumidamente “babado” e que faz questão de estar presente na educação dos seus 3 filhos. Ser um pai presente devia ser uma prioridade! Não tenha vergonha de ir a uma casa de banho público trocar a fralda dos seus filhos - vergonha é pensar que isso é só obrigação das mães.

29
Mar19

Aulas nos tempos livres: sim ou não?

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Como mãe, tenho um enorme dilema em relação aos tempos livres dos meus filhos. Se por um lado quero que aprendam o maior número de coisas possível, por outro quero que sejam crianças. Ou seja: gostava de os inscrever no desporto para ganharem disciplina, na dança para terem mais flexibilidade, no teatro para perderem a timidez. Mas até que ponto é que isso não lhes vai tirar tempo a mais, até que ponto é que isso não os impede de brincar, de jogar à bola e de fazer todas as descobertas típicas da idade?

 

Quando eu era pequena, não andei em aulas “extracurriculares” nenhumas. Havia a escola e depois eram as tardes livres, que passava a brincar com as minhas primas e com amigos. Claro que, se fosse hoje, esse tempo livre seria muito provavelmente passado no computador ou no telemóvel, a jogar contra robots. E, nesse sentido, é preferível que estejam inscritos noutras actividades, em vez de cansar os olhos a “vidrar” em ecrãs.

 

Mas, por outro lado, há coisas que não mudam. Brincar sozinho e brincar com os amigos, seja qual for o tipo de brincadeira, é um período de descobertas. É importante para percebermos os nossos gostos, perceber o que gostamos, formar a nossa personalidade, formar caráter. Por isso, embora a tentação de os inscrever em mil e uma coisas interessantes seja grande, obrigo-me a resistir.


Tenho de resistir para que sejam eles a conhecer-se. Para que sejam eles a escolher a sua ocupação dos tempos livres e a dizer “mãe, quero aprender isto” ou “mãe, quero fazer aquele desporto”. Sim, seria bom que quisessem aprender inglês, alemão e mandarim, que soubessem dançar salsa, que fossem bons surfistas e que tocassem viola; mas isso podem aprender em qualquer idade. O tempo para brincar com plasticinas, para saltar no trampolim e para fazerem disparates é agora.

23
Mar19

Os amigos são a família que escolhemos

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Todos temos duas famílias. A primeira é a família em que nascemos, a quem estamos ligados biologicamente. Esta família contribui para a nossa herança genética e é natural que haja semelhanças físicas com os membros desta família imediata.

 

Esta também é a primeira família que conhecemos e com quem criamos relações de dependência. A maioria dos bebés cria laços com a mãe e com o pai nos primeiros meses de vida. Algumas pessoas criam também relação com a família alargada, como irmãos, avós, tios ou primos. Isto faz que se desenvolva uma relação de amor incondicional, ainda que um dia mais tarde tenhamos muito pouco em comum com estes familiares.

 

Ao longo da vida, vamos conhecendo uma segunda família: a família que escolhemos. Esta família inclui os nossos amigos, companheiros e todas as pessoas com quem estamos por opção e não por obrigação. Um amigo que nos dá apoio numa altura difícil não é menos família do que o primo com quem brincámos muito aos 5 anos e com quem só falamos na altura do Natal. Há espaço e lugar para todos.

 

Com o tempo é natural que comecemos a nossa própria família. Casamos, temos filhos, criamos uma nova unidade familiar. A família da pessoa com quem estamos também começa a ser nossa - os cunhados, as cunhadas, os sogros. Se calhar um dia acabamos por nos divorciar, mas não deixam de ser família. Tal como os enteados, as madrastas e os padrastos.

 

Em França chamam-lhes “famílias reestruturadas”. Não sei se é o melhor termo, mas a verdade é que são famílias. Família é quem cuida de nós, tenhamos uma ligação de sangue ou não. Família é quem nos apoia nos momentos difíceis, quem nos puxa para cima, quem é capaz de tirar de si para nos dar a nós. No fundo, é como diz o anúncio do Benfica:  o que faz uma família é o amor.

 

25
Fev19

Devemos desinfectar a roupa dos bebés?

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Recentemente dei por mim num fórum de mães em que se debatia como desinfectar a máquina para lavar a roupa do bebé. Tive de reler porque pensei que estava a ler mal - desculpem, como? Desinfectar a máquina? E tencionam fazer isso só uma vez ou sempre que lavarem a roupa de bebé? Não me levem a mal, eu sei que as máquinas da roupa se devem lavar de vez em quando e que algumas até têm programas de auto-lavagem. Mas penso que estamos a cair num exagero: a lavagem na máquina, a secagem e o ferro são mais do que suficientes.

Primeiro temos a lavagem na máquina. Em princípio, um bom detergente e a centrifugação são mais do que suficientes para limpar as roupas. Além disso não agredimos a pele do bebé - que, lembrem-se, é sensível e pode não reagir bem aos desinfectantes. Às vezes, quando sei que a roupa (a minha, a do bebé ou a de quem for) está particularmente suja (por exemplo, porque esteve em contacto com animais ou se fomos ao centro de saúde) junto um pouco de água oxigenada à lavagem. Mas é só! Nada de agentes agressivos.

Depois ainda temos todo o tempo que a roupa leva a secar. Reparem: se a lavagem ficou bem feita, então já eliminámos qualquer “bichinho” que a roupa possa ter. Mas no caso de algum sobreviver, como é que aguenta durante dias ao sol, a secar, sem restos de pele ou matérias orgânicas para se alimentar? Os ácaros acabam por desaparecer, e quase todos os vírus morrem à temperatura ambiente e longe de organismos vivos (alguns demoram algumas horas e outros demoram dias, mas acabam por morrer).

A maioria das roupas ainda é passada a ferro a 110ºC, uma temperatura que por si só é capaz de eliminar quaisquer vestígios que possam contagiar o bebé. Então, a que se deve tanto preciosismo com a desinfecção da roupa de bebé? A lavagem da roupa normal e com os cuidados adequados tem um risco de contaminação negligente - as doenças que os nossos bebés apanham são contraídas cá fora, em contacto com outras pessoas, com objectos contaminados e pelo ar.

Quando se trata de bebés, lembrem-se de usar processos tão naturais quanto possível. Métodos não agressivos! A água e o sabão azul do tempo das nossas mães eram tão bons desinfectantes como os detergentes que usamos agora e eram suaves. Portanto, não caiam no exagero de criar “bebés de estufa” que só tocam em objectos e pessoas esterilizadas a toda a hora. Não os estão a ajudar a criar defesas, nem se estão a ajudar a vocês próprios - relaxem e deixem que o vosso bebé descubra o Mundo!

 

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